
Que bom nos encontrarmos mais uma vez para uma conversa de calçada.
Você sabe o que é conversa de calçada, não sabe? Não?
Utilizo esta expressão quando quero falar de conversa gostosa, com amigos, conversa descomprometida, mas instrutiva.
Faz pouco tempo, acho que uns 15 anos, no bairro onde eu morava tínhamos o hábito de, no final da tarde, comecinho da noite, colocar cadeiras na calçada em companhia de alguns vizinhos e ficávamos horas jogando conversa fora. Fofocando, no bom sentido, e relembrando causos e coisas do passado. Hoje, por motivos óbvios, não fazemos mais isso. É perigoso!!
Nesta nossa conversa de hoje quero falar sobre lembranças da minha infância. Especificamente sobre peladas de rua. Isso mesmo, talvez você não saiba, mas em algum momento de minha vida eu acreditei que era jogador de futebol.
As partidas aconteciam na Praça da Bandeira, aqui em Fortaleza, fica pertinho do Colégio Militar. Passei por lá nesses dias e bateu aquela saudade!
Pois é, naquela pracinha eu costumava jogar bola quando criança! Naquela época moleque de rua soltava arraia, jogava bola nas praças, brincava de bolinhas de gude, conhecida também como bila, e pulava os muros para tirar alguma fruta de um ou outro jardim generoso.
Aquela praça era o meu território predileto. Eu e os meus amigos, outros moleques da vizinhança, éramos os donos da pracinha, ninguém mandava ali mais do que nós. Só abdicávamos do poder quando o “racha”, ou seja, o carro patrulha da polícia vinha atrapalhar as nossas “peladas” de fim de tarde. Através do par ou ímpar alguém era escolhido para ser o vigia. Quando ouvíamos o assovio de alerta, era uma carreira só! Quem estava com a bola tinha o dever de embarcá-la, para a polícia não tomar. Depois a gente ia buscar de volta e o jogo recomeçava.
Ocorre que no campo improvisado, bem no centro, havia uma torneira usada para irrigar a praça. Aquela torneira teimava em participar do jogo de bola. De vez em quando, praticamente em todos os jogos, algum de nós arrancava a cabeça do dedo. Era uma topada e tanto!
Mas o “escolhido” não se abatia, parecia que o sangue derramando, a unha dilacerada e a dor latejante eram motivos para a superação. O calor, o sangue quente, a vontade de ganhar o jogo superavam a dor. A topada nunca foi motivo para desistências. Você deve estar pensando – “Mas uma topadinha de nada!!” Tá certo! Doía pra caramba! Mas a dor não era maior que o desejo de vencer.
E estou falando de um simples e despretensioso jogo de bola. Mas nós éramos crianças e cada partida era o jogo das nossas vidas.
E vou dizer uma coisa: na vida também é assim. Em qualquer aspecto das nossas vidas. As dificuldades não são barreiras, não surgem para desistirmos dos nossos objetivos. As topadas que os adultos sofrem são necessárias para testar a nossa determinação. São oportunidades para a mudança, para algo melhor.
Ocorre que quando crescemos perdemos a vitalidade mental das crianças, pois elas acreditam que tudo é possível e não se deixam abater por qualquer dificuldade. Não desistem fácil, sem lutar, sem buscar alternativas.
Já os adultos, na maioria das vezes, se entregam ao desespero e não percebem que em cada crise há uma oportunidade.
Oportunidade de mudar para melhor, com persistência, determinação, criatividade, otimismo, coragem. Os obstáculos aumentam quando são acompanhados pelo hábito da postergação.
Lembro-me das palavras do Telmo, um querido irmão e amigo: “Gorki você não é morredor”. Que ensinamento fantástico! Aprendi a não desistir fácil. Aprendi que quanto maior a topada, maior é o impulso.
É possível que você esteja com algum machucado por conta de uma topada e ache que a dor não vai passar, ou que a vida está muito difícil. Eu tenho um profundo respeito por isso. Mas acredite no que vou dizer mais uma vez: QUANTO MAIOR A TOPADA, MAIOR O IMPULSO!
Tenha Um Dia Maravilhoso de Sucesso!
JGorki
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Este Artigo foi publicado em 10/11/2011 no meu site: http://www.sucessoemmarketing.com
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